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Resenha Econômica

Quinta-feira, 28 de junho de 2018

Quinta-feira de resultados mistos entre as principais praças internacionais. Na Ásia, as bolsas de valores continuaram seu movimento de queda dos últimos dias, ainda refletindo a preocupação dos investidores frente ao desencadeamento de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. O movimento de queda das asiáticas se estendeu ao cobre que, além de refletir o impasse entre Washington e Pequim, encerrou o dia em território negativo, influenciado pelos dados atividade chineses que mostraram uma desaceleração da atividade no país. Já o petróleo continuou o movimento de alta de ontem, influenciado pela queda dos estoques do óleo nos Estados Unidos e pela tensão entre este mesmo país e o Irã. Na Europa, os mercados apresentaram resultados negativos com o aumento da preocupação dos investidores em relação a uma guerra comercial.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York se recuperaram da queda de ontem, encerrando esta quinta-feira em território positivo. A alta foi impulsionada pela procura dos investidores por ativos mais arriscados depois do tom negociador do presidente americano sobre suas relações com a China e com a União Europeia. Refletindo o comentário de Trump, assim como as perspectivas de inflação mais forte, as taxas de juros dos títulos da dívida pública americana fecharam apresentaram alta, enquanto o dólar avançava frente ao iene, mas se desvalorizava frente ao euro.

No Brasil, o índice Bovespa acompanhou o movimento das bolsas americanas, avançando 1,64% nesta quinta-feira. Além do cenário externo menos tenso, a pesquisa Ibope, uma das mais importantes pesquisas de intenção de votos, mostrou que o candidato à presidência Ciro Gomes não obteve avanços, permanecendo na terceira colocação da intenção de votos, o que agradou o mercado uma vez que este é visto como o candidato mais antirreformista pelo mercado. O relatório trimestral de inflação também teve papel no resultado positivo desta quinta-feira, reforçando a visão de que a Selic permanecerá em 6,5% a.a. por mais tempo, o que levou as taxas de juros dos títulos da dívida do governo brasileiro a fecharem em queda. Quanto ao câmbio, o real se valorizou frente ao dólar, um reflexo do tom mais ameno do presidente dos Estados Unidos frente à China e a União europeia, levando a divisa americana a fechar o dia cotada a R$ 3,86/US$.