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Resenha Econômica

Sexta-feira, 06 de julho de 2018

Sexta-feira de resultados positivos para a maioria das bolsas de valores ao redor do mundo. Na Ásia, apesar de as tarifas sobre importação americanas contra a China terem entrado em vigor, os mercados acionários na região asiática fecharam o dia no positivo, em meio a promessas do governo chinês de retaliar os Estados Unidos da mesma maneira. O começo da guerra comercial entre os dois países repercutiu negativamente sobre as commodities, com o cobre encerrando o pregão em queda, enquanto petróleo ainda era afetado por diversos fatores, como o pedido do presidente americano para que a OPEP aumente a produção da commodity, não apresentando, assim, movimento em direção única. Na Europa, as bolsas de valores encerraram em território positivo, ainda refletindo a possibilidade de um acordo comercial entre os EUA e a União Europeia.

Nos Estados Unidos, o foco dos investidores não esteve sobre o início da guerra comercial, mas sim sobre o relatório de emprego do país, que mostrou um aumento da taxa de desemprego e um acréscimo no salário médio por hora dos trabalhadores. Assim, os índices das bolsas de Nova York apresentaram resultados positivos nesta sexta-feira. No entanto, os dados do relatório vieram abaixo do esperado pelo mercado, frustrando expectativas de uma inflação mais forte, levando o dólar a se desvalorizar e os rendimentos dos títulos do governo americano a cair.

No Brasil, o índice Bovespa, que apresentou alta de 0,61%, foi impulsionado pelos resultados positivos das demais bolsas no exterior, assim como pela divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho que mostrou avanço de 1,26%, um pouco abaixo do esperado pelo mercado. Assim, as taxas dos títulos da dívida pública fecharam com queda, impactadas ainda pelos dados do relatório de emprego americano e pelo câmbio. Quanto a este último, o dólar sofreu forte desvalorização frente ao real, impactado principalmente por um movimento de realização de lucros, o qual foi desencadeado pelos dados sobre o mercado de trabalho americano. A divisa americana encerrou o dia cotada a R$ 3,86/US$ em mais um dia sem atuação do Banco Central sobre o câmbio.