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Resenha Econômica

Sexta-feira, 27 de julho de 2018

Sexta-feira com predomínio de resultados positivos entre as principais bolsas de valores. Na Ásia, os mercados acionários fecharam sem sinal único, com a bolsa de Xangai fechando em queda, enquanto a de Tóquio respondia a um movimento de estímulo econômico por parte do Banco do Japão. Entre as commodities, o cobre encerrou a semana sem direção clara, ponderando o anúncio do governo chinês de um programa de estímulos econômicos e as preocupações em torno dos efeitos negativos da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Já o petróleo fechou em queda, com o investidor avaliando a diminuição na oferta do óleo pela Arábia Saudita em meio à notícia de aumento de plataformas em operação nos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas de valores encerraram o pregão no positivo, refletindo a divulgação do PIB nos Estados Unidos e ainda a decisão do BCE de ontem.

Nos Estados Unidos, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) foi de 4,1% no segundo trimestre, um pouco abaixo do esperado (4,2%), mas ainda assim um dado forte. No entanto, o tom positivo dos índices Dow Jones e S&P500, em resposta ao dado, foi amenizado pela queda do Nasdaq, um reflexo das projeções de menor crescimento das empresas de tecnologia americanas, fazendo com que estes fechassem em queda. A aversão ao risco gerada levou os investidores a buscarem segurança nos títulos da dívida pública americana, cujos rendimentos caíram, enquanto o dólar se desvalorizava em resposta à desaceleração na inflação trimestral medida pelo PCE (índice de preços dos gastos com consumo).

No Brasil, o Ibovespa teve o seu movimento de alta pelo período da manhã, o qual foi impulsionado pela valorização das commodities no início do dia, arrefecido pelo cenário externo. Dessa maneira, a bolsa subiu 0,58% nesta sexta-feira e 1,65% na semana. Quanto ao câmbio, o dólar mais uma vez se desvalorizou frente ao real, refletindo o cenário externo menos tenso e a percepção do mercado de melhora das perspectivas da candidatura de Geraldo Alckmin pelo PSDB, o que deixou a divisa americana cotada a R$ 3,71/US$. Em relação às taxas de juros, estas caiam enquanto o dólar se desvalorizava frente ao real, mas, com o dólar se recuperando um pouco no fim do dia, as taxas longas tiveram sua queda limitada e as de curto prazo acabaram fechando perto da estabilidade.