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Resenha Financeira

Quarta-feira, 06 de junho de 2018

Quarta-feira de alta para grande parte das bolsas de valores ao redor do mundo. Na Ásia, os mercados acionários  tiveram mais um dia positivo, encerrando em alta. O movimento foi sustentado pelo desempenho dos papéis do setor de tecnologia, repercutindo o novo recorde de fechamento atingido pelo Nasdaq ontem nos Estados Unidos. Em relação às commodities, o cobre continuou respondendo às preocupações dos investidores sobre as negociações trabalhistas na Mina de Escondida no Chile, seguindo no movimento de alta de terça. Já o petróleo seguiu em movimento contrário, fechando em queda, um reflexo do avanço da produção do óleo nos Estados Unidos, assim como do aumento dos estoques de óleo cru no país, como apontaram dados do DoE. Na Europa, as bolsas acabaram em território positivo, em meio a preocupações com a política na Itália e à aprovação, pela Comissão Europeia, da decisão de impor tarifas adicionais a uma lista de produtos dos EUA.

Nos Estados Unidos, os resultados benignos da balança comercial, que mostraram menor déficit, acabaram gerando revisões nas projeções dos principais bancos americanos para o PIB (Produto Interno Bruto) do país de 2018. Essa visão se aliou ao sentimento dos investidores de que as tensões comerciais menos intensas irão possibilitar maior crescimento econômico, impulsionando os índices das bolsas de Nova York. A direção foi a mesma para os rendimentos dos títulos da dívida pública americana, enquanto os investidores aguardam pela reunião de política monetária do Fed (Banco Central americano). Já o dólar perdeu força frente demais moedas.

No Brasil, o Ibovespa continuou o seu movimento de queda, variando -0,68% nesta quarta-feira. O mercado se preocupa com a incerteza política, dado que as últimas pesquisas mostram candidatos menos bem vistos pelo mercado com maior intenção de votos, assim como com a recuperação mais lenta do que o esperado da economia. Esse sentimento do mercado teve reflexo no câmbio, com o real mais uma vez se desvalorizando frente ao dólar, encerrando o dia cotado a R$ 3,85/US$. Quanto aos juros, as taxas encerraram em alta, amenizada por movimentos técnicos.