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Resenha Econômica

Quarta-feira, 25 de julho de 2018

Nesta quarta-feira, as principais praças internacionais fecharam com resultados mistos. Na Ásia, os mercados acionários fecharam sem direção única nesta quarta-feira, enquanto os investidores esperavam pelos resultados da reunião entre o presidente americano e o presidente da Comissão Europeia a respeito das relações comerciais entre os países. Entre as commodities, o cobre apresentou resultados mistos, com o mercado ponderando o resultado da política fiscal mais proativa a ser adotada pelo governo chinês e das tensões comerciais globais sobre a demanda pela commodity. Já o petróleo fechou em alta, refletindo a redução nos estoques do óleo nos Estados Unidos como mostrou a divulgação do Departamento de Energia americano. Na Europa, as bolsas recuaram, esperando pelo encontro entre o presidente americano e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York encerraram no positivo, refletindo o resultado positivo da reunião supracitada. Ambos os lados concordaram em baixar tarifas, subsídios e barreiras, além de buscar reformar a Organização Mundial do Comércio, o que acabou gerando um sentimento de alívio no mercado e busca por maior risco, fazendo com que os investidores procurassem se desfazer de dólares e títulos da dívida pública americana. Assim, o dólar se desvalorizou frente demais moedas fortes e de países emergentes, enquanto os rendimentos dos títulos subiam.

No Brasil, o Ibovespa aproveitou o cenário externo positivo para fechar a quarta-feira com alta de 1,34%. Além de refletir o acordo entre UE (União Europeia) e EUA, o mercado ainda refletiu a espera pelo anúncio oficial dos partidos de centro de apoio à candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República marcada para amanhã de manhã, o que, segundo grande parte dos investidores, garante maiores chances ao governador de São Paulo. Com o mercado vendo menores tensões comerciais, o dólar perdeu valor frente ao real e demais moedas de países emergentes, fechando o dia cotado a R$ 3,69/US$. Quanto aos juros, as taxas curtas recuaram, refletindo principalmente a visão do mercado de menores chances de alta na Selic esse ano em razão da queda da taxa de câmbio.