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Resenha Econômica

Sexta-feira, 10 de agosto de 2018

]Sexta-feira de queda generalizada entre as principais bolsas internacionais. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, refletindo a exposição de bancos europeus ao quadro econômico frágil da Turquia, enquanto a bolsa chinesa encerrava em território positivo, em meio a preocupações com a disputa comercial com os Estados Unidos. Entre as commodities, a piora da crise turca levou à alta do dólar, impactando negativamente a demanda pelo cobre. Em contraposição, o petróleo fechou o dia em território positivo, influenciado pelo aumento da previsão de demanda global pela commodity por parte da AIE (Agência Internacional de Energia). Na Europa, predominou um sentimento de aversão ao risco dos investidores, dada a situação na Turquia e a exposição dos bancos europeus à crise no país.

Nos Estados Unidos, o dólar se fortaleceu frente demais moedas fortes e de países emergentes, respondendo à preocupação dos agentes frente à crise econômica na Turquia e à exposição de bancos europeus a este problema, uma vez que detêm ativos do país. A alta da divisa americana se agravou após comentário do presidente americano, Donald Trump, de que teria decidido dobrar as tarifas sobre aço e alumínio do país euro-asiático. Em função destes acontecimentos, um sentimento de aversão ao risco predominou entre os investidores ao redor do globo, fazendo com que os índices das bolsas de Nova York e os rendimentos dos títulos da dívida pública americana recuassem, num movimento do mercado em busca de ativos mais seguros.

No Brasil, o Ibovespa não conseguiu escapar do movimento das demais bolsas no exterior, encerrando com queda de 2,86%. O movimento de queda ainda foi corroborado pela recuperação mais lenta da economia e pela visão do mercado de que o cenário eleitoral continua incerto. A busca por segurança dos investidores no dólar penalizou o real, fazendo com que a taxa de câmbio continuasse o movimento de desvalorização de ontem e encerrasse a R$ 3,86/US$. Quanto aos juros, as taxas longas encerraram o dia em alta, uma vez que são as mais sensíveis ao humor externo.