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Resenha Econômica

Segunda-feira, 03 de setembro de 2018

Movimentos negativos predominam entre as principais bolsas mundiais nesta segunda-feira. Na Ásia, o dia foi predominantemente negativo paras as bolsas de valores da região, com os investidores preocupados não só com os efeitos negativos que novas tarifas americanas teriam sobre a economia chinesa, mas também com indicadores de atividade do país que mostram desaceleração da atividade econômica. Essas preocupações não se restringiram a afetar os mercados asiáticos, impactando negativamente também commodities fortemente ligadas à demanda da segunda maior economia do mundo – a China – como o cobre. O petróleo, por sua vez, conseguiu encerrar o pregão em território positivo, refletindo a visão do mercado de que o aumento da produção por parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não será suficiente para compensar o que deixará de ser ofertado no mercado pelo Irã, dadas as sanções econômicas de Washington contra o país.

Na Europa, os mercados encerraram o pregão sem direção única. Com o feriado desta segunda-feira nos Estados Unidos (Dia do Trabalho), o mercado focou-se nas economias emergentes, principalmente Argentina e Turquia. Apesar de na Argentina o governo anunciar medidas de ajuste fiscal e de o Banco Central do país tentar conter a continuidade da desvalorização da moeda local, o peso argentino continuou se enfraquecendo frente ao dólar, em função da revisão de crescimento do PIB de 0,4% este ano para uma queda de 2,7% e do mercado avaliar as medidas propostas como sendo menos rígidas do que o esperado. Na Turquia, a divulgação de uma inflação alta no mês enfraqueceu a moeda local frente ao dólar, apesar do anúncio do Banco Central do país de que irá ajustar sua política monetária.

No Brasil, o Ibovespa recuou 0,63%, movimento que foi amenizado pela alta do dólar frente ao real, beneficiando os papéis de empresas exportadoras. As crises na Argentina e na Turquia, as tensões comerciais globais e a preocupação com uma desaceleração da atividade econômica chinesa foram os responsáveis pelo fortalecimento do dólar, o qual fechou cotado a R$ 4,16/US$. Ademais, a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de rejeitar a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República não chegou a gerar preço, pois já era esperada pelo mercado. Quanto às taxas de juros, estas fecharam em alta, influenciadas pelo desempenho negativo de moedas emergentes contra o dólar.