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Resenha Econômica

Sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Sexta-feira de movimentos mistos entre as principais praças internacionais. Na Ásia, a maioria das bolsas encerraram no positivo, embaladas pelo resultado positivo de ontem dos índices das bolsas americanas e pela aparente volta das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A opção pelo diálogo entre os dois países acabou influenciando positivamente o desempenho das commodities no mercado, com o petróleo e o cobre ainda sendo impulsionados pelo recuo do dólar frete demais moedas, o que barateia as commodities para quem opera com outras divisas. Na Europa, os investidores demonstraram preocupação quanto a questões orçamentárias do governo italiano e quanto a retomada das tensões entre Washington e Ancara, capital da Turquia, levando as bolsas a encerrarem em queda.

Nos Estados Unidos, relatos de que o país estaria traçando um plano para que a disputa comercial com a China se encere em novembro se juntaram aos comentários positivos do presidente americano sobre as relações com o México, diminuindo a aversão ao risco dos investidores, os quais levaram os índices das bolsas de Nova York ao território positivo. Em meio a estas notícias, o dólar se enfraqueceu frente outras moedas, enquanto os juros dos títulos da dívida americana continuavam a cair com a ainda crescente demanda do mercado, apesar de certo alívio hoje nas tensões comerciais globais.

No Brasil, a incerteza sobre o cenário político, com os investidores no aguardo de pesquisas de intenção de voto a sair na segunda-feira, levou o Ibovespa a encerrar em território negativo. Nesta sexta-feira, foi divulgada uma pesquisa que mostrava Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB e que ‘bem visto pelo mercado, se mantendo estagnado frente ao avanço de outros candidatos. No entanto, a alta das bolsas no exterior limitou a queda do Ibovespa, que variou -1,03%. Quanto ao câmbio, preocupações com o cenário externo, fruto da crise na Turquia, e com o interno, dada ainda grande incerteza política, levaram o dólar a se fortalecer frente ao real, com a divisa americana fechando cotada a R$ 3,91/US$. Em relação ao mercado de títulos, as taxas de juros longos avançaram, em linha com o aumento da cautela dos investidores.