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Resenha Econômica

Sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sexta-feira de queda para a grande maioria das praças mundiais. Na Ásia, as bolsas de valores fecharam sem direção única, com o mercado apreensivo antes da possível imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos chineses. Ao longo do dia, as tarifas foram anunciadas, fazendo com que o cobre e o petróleo fechassem o pregão de hoje em queda, os quais ainda foram impactados pelo fortalecimento recente do dólar. Os impactos negativos não se restringiram apenas às commodities, uma vez que acabaram ofuscando a divulgação de dados de atividade positivos da Zona do Euro, levando os mercados acionários europeus a fecharem o dia em território negativo.

Nos Estados Unidos, pesou nos índices das bolsas de Nova York a decisão da Casa Branca de impor tarifas adicionais sobre a China, a qual não demorou para impor tarifas de igual montante (US$ 50 bilhões em produtos americanos) sobre mercadorias agrícolas e automóveis americanos. Considerando uma possível escalada das tensões comerciais, os investidores buscaram se refugiar no dólar e nos títulos da dívida pública americana, evitando ativos mais arriscados. Dessa maneira, os rendimentos dos títulos caíram, enquanto o dólar se valorizava frente moedas de países exportadores de petróleo e obtinha resultados mistos frente as divisas fortes.

No Brasil, o Ibovespa encerrou com queda de 0,93%, refletindo o cenário externo ruim, além de fatores domésticos. No entanto, destacamos o movimento dos juros e do câmbio hoje, com o Banco Central injetando montante recorde de recursos no mercado de câmbio, o que acabou causando uma desvalorização de 2,04% no câmbio, o qual encerrou o dia cotado a R$ 3,73/US$. Nos juros, a atuação do Tesouro Nacional, através da recompra de títulos públicos, foi o que levou à queda das taxas de juros de todas as periodicidades nesta sexta-feira.