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Análise Econômica

Segunda-feira, 04 de junho de 2018

Segunda-feira de resultados positivos para a maioria das bolsas de valores ao redor dom mundo. Na Ásia, os mercados acionários encerraram o dia em território positivo, refletindo os dados benignos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e ignorando a falta de avanços significativos entre este e a China na última rodada de negociações comerciais entre os dois países. Em relação às commodities, o metal fechou o pregão em alta, com os investidores demonstrando certa preocupação em relação às negociações trabalhistas envolvendo uma das maiores produtoras do metal no mundo, o que poderia acabar em uma diminuição da oferta. Já o petróleo apresentou movimento contrário, influenciado pelo temor do mercado de que os países membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo) e os Estados Unidos aumentem a exploração da commodity. Na Europa, as bolsas repercutiram ao noticiário corporativo positivo e à diminuição da incerteza política na Itália e na Espanha, fechando em território positivo.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York tiveram resultados positivos, com o Nasdaq fechando em novo recorde. Os investidores apresentaram um maior apetite ao risco, ainda influenciados pelos dados positivos do mercado de trabalho e pela diminuição da incerteza política na Europa. Apoiado nos dados sobre o emprego, o investidor se desfez de títulos da dívida pública americana, aumentando os rendimentos destes. Quanto à divisa americana, o dólar se desvalorizou frente ao euro e às demais moedas fortes, impactado pelo ambiente mais calmo no cenário internacional.

No Brasil, o Ibovespa teve seu movimento de alta (1,76%), apoiado pela valorização das ações da Petrobras no mercado, um movimento de correção frente às fortes perdas desde o início da greve dos caminhoneiros e a saída de Pedro Parente da presidência da estatal. Além disso, contribuiu para o resultado positivo entre papéis de diversos setores, o cenário externo favorável. Quanto ao real, a moeda brasileira se valorizou frente ao dólar, que encerrou cotado a R$ 3,72/US$, em um dia de ambiente mais calmo no exterior. Já as taxas de juros de curto e médio prazo encerraram perto dos ajustes da última sexta-feira, enquanto que as de longo prazo cederam parte da alta na medida em que o dólar se desvalorizava.