Crateús
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Resenha Econômica

Quinta-feira, 07 de junho de 2018

Predomínio de movimentos mistos entre as principais praças internacionais. Na Ásia, a maioria das bolsas asiáticas fecharam em território positivo, enquanto que as chinesas caiam apesar dos avanços das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Em relação às commodities, o metal apresentou alta nesta quinta-feira, apoiando-se no dólar mais fraco e nas preocupações dos investidores com negociações trabalhistas que poderiam gerar impactos negativos sobre a oferta do metal. Já o petróleo reverteu o movimento dos últimos dias, apresentando resultados positivos, com os investidores avaliando se o aumento da produção por parte da OPEP seria capaz de contrabalancear a queda da produção na Venezuela e no Irã. Na Europa, a maioria dos mercados encerraram o pregão em queda, refletindo a possível elevação de juros no continente europeu, assim como incertezas políticas na Itália e no Reino Unido.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York apresentaram resultados mistos, com o Dow Jones em alta, impulsionado pela valorização de papéis de empresas petrolíferas, enquanto que o Nasdaq caia, devido à um movimento de realização de lucros e à circulação de um projeto de lei que endurece regras para imigrantes. Quanto ao mercado de títulos da dívida americana, as taxas de juros renovaram sucessivas mínimas, em linha com a desvalorização do dólar e com a queda da bolsa brasileira. Já o dólar se valorizou frente moedas de países emergentes, mas desvalorizou frente ao euro.

No Brasil, o Ibovespa apresentou forte queda nesta quinta-feira (-2,98%), devido a uma retirada expressiva de recursos estrangeiros do país. Os investidores estão levando em consideração o cenário de recuperação econômica mais lenta e o cenário político que mostra candidatos menos propensos a medidas reformistas despontando dentre os demais. A retirada massiva de recursos estrangeiros da bolsa gerou forte impacto no câmbio brasileiro, com o real sendo a moeda de país emergente que mais se desvalorizou ante o dólar, que encerrou cotado a R$ 3,91/US$, apesar da intervenção do Banco Central com o intuito de amenizar o movimento. Já as taxas de juros apresentaram forte alta, tanto de curto prazo quanto de longo prazo.