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Resenha Econômica

Quinta-feira, 05 de julho de 2018

Movimentos mistos predominaram no mercado nesta quinta-feira. Na Ásia, os mercados acionários fecharam nas mínimas, aguardando a entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos chineses – o que deve acontecer amanhã – as quais o governo chinês já declarou que irá retaliar. Refletindo este cenário de tensão comercial, o cobre encerrou o dia cotado ao valo mais baixo dentro do período de 1 ano, assim como o que ocorreu com o mercado de petróleo. O óleo ainda foi impactado pela divulgação do departamento de energia americano que mostrou um aumento dos estoques da commodity no país, contrariando as expectativas dos investidores, os quais esperavam um recuo. Na Europa, a possibilidade de formação de um acordo entre a União Europeia e a economia americana sobre tarifas de importação sobre automóveis se aliou a divulgação de indicadores econômicos positivos da região, levando as bolsas a apresentarem resultados positivos.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York encerraram esta quinta-feira em alta, refletindo não só a ata do Fed (banco central americano), que reforçou o otimismo dos dirigentes frente aos avanços do PIB e da inflação, mas também a possibilidade do fim do impasse comercial entre o país e a União Europeia mediante um acordo sobre a tarifação de automóveis. A visão otimista do Fed acabou reforçando o movimento de valorização do dólar, que fechou em alta frente a maioria das moedas, assim como os rendimentos dos títulos da dívida pública americana de periodicidade mais curta.

No Brasil, o Ibovespa destoou do movimento das bolsas estrangeiras, encerrando o pregão com queda de 0,25%. As tensões comerciais no exterior, com as tarifas de importação americanas e chinesas passando a vigorar sobre os produtos um do outro, assim como um movimento de realização de lucros no mercado superaram a influência positiva que a alta das bolsas no exterior teve na bolsa. Quanto à nossa taxa de câmbio, o real se desvalorizou frente ao dólar, refletindo o otimismo dos dirigentes do Fed com relação à economia americana, o que levou a divisa americana a encerrar o dia cotada a R$ 3,93/US$, maior valor desde março de 2016. Refletindo a alta do câmbio, as taxas dos títulos do governo brasileiro fecharam o dia em alta.