Crateús
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Resenha Econômica

Quarta-feira, 13 de junho de 2018

Predomínio de queda entre os principais mercados acionários. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com os investidores sendo cautelosos antes da decisão do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) sobre o movimento da taxa de juros nos Estados Unidos. Entre as commodities, o cobre encerrou em alta, respondendo às expectativas do mercado sobre as negociações trabalhistas na mina de Escondida no Chile. Já o petróleo fechou o pregão em território positivo, impulsionado pelos dados divulgados pelo DoE (Departamento de Energia americano) que mostram um recuo nos estoques da commodity no país. Na Europa, o dia foi de resultados mistos, com as bolsas esperando pela decisão dos dirigentes do Fed sobre os juros americanos.

Nos Estados Unidos, a elevação da taxa básica de juros no país levou o dólar a se valorizar frente demais moedas, principalmente moedas de países emergentes. Os dirigentes sinalizaram que pretendem fazer mais duas elevações ao longo deste ano, totalizando 4 elevações em 2018. A decisão acabou por elevar os juros dos títulos da dívida pública americana, mas não teve grandes influências sobre os índices das bolsas de Nova York, as quais fecharam em queda, respondendo a uma reportagem que coloca que o governo dos Estados Unidos pode vir a impor novas tarifas sobre produtos chineses.

No Brasil, o Ibovespa acentuou sua queda após a comunicação do Banco Central americano, levando a bolsa a fechar com queda de -0,87%. Impactados por este movimento, o real se manteve no patamar de R$ 3,72/US$, respondendo à alta do dólar no exterior, apesar da atuação forte do Banco Central para tentar conter maior desvalorização da moeda brasileira. Quanto ao mercado de juros, a decisão de política monetária americana impactou as taxas mais longas, as quais são mais sensíveis ao cenário externo, enquanto as de curto prazo também apresentavam avanço, porém mais moderado, com a curva precificando 100% de chance de alta de 0,25 p.p. da Selic na reunião do Copom (Conselho de Política Monetária) na semana que vem.