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Resenha Econômica

Quarta-feira, 05 de setembro de 2018

Movimentos predominam entre os principais mercados mundiais nesta quinta-feira. Na Ásia, as bolsas de valores retomaram o movimento negativo do início da semana em função da permanência do sentimento de cautela entre os investidores que vivenciam um cenário externo conturbado, com preocupações frente às economias emergentes e à ameaça de novas tarifas americanas sobre a China. Já entre as commodities, a desvalorização do dólar frente demais moedas fortes barateou o cobre para investidores que operam com outras moedas, permitindo o metal avançar nesta quarta-feira. Direção que não foi tomada pelo petróleo, o qual encerrou o dia no negativo em função da tempestade Gordon, ao atingir terra, não ter se transformado em furacão, o que poderia ter afetado a produção do óleo na região do Golfo. Na Europa, os mercados aproveitaram notícias locais favoráveis para encerrar o pregão em território positivo, com relatos de avanços nas negociações envolvendo a saída do Reino Unido da União Europeia e com comentários favoráveis a austeridade fiscal de membros do governo italiano.

Nos Estados Unidos, a espera pelo resultado das negociações, uma envolvendo o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a Argentina e a outra as relações comerciais entre Washington e Ottawa, cedeu espaço para que outro acontecimento levasse os índices das bolsas de Nova York a encerrarem no negativo. Um dos principais responsáveis pelo movimento de queda foi a ida ao Senado de grandes representantes de empresas de tecnologia americanas (Twitter e Facebook) para tratar de temas sensíveis, como censura, segurança e a intervenção russa nas eleições de 2016. Além disso, a divulgação de indicadores econômicos fortes levou os rendimentos dos títulos da dívida pública americana a caírem, enquanto o dólar se enfraquecia frente moedas de países emergentes.

No Brasil, o Ibovespa conseguiu fechar no positivo, com alta de 0,51% depois da queda de ontem. Com o cancelamento da divulgação de pesquisa de intenção de votos por parte do Ibope e do Datafolha, em função do indiferimento do registro de candidatura do ex-presidente Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o sentimento de apreensão entre os investidores diminuiu significativamente, impulsionando a bolsa brasileira ao território positivo. Quanto ao câmbio, a valorização do peso argentino frente ao dólar, ocasionada pelos movimentos do Banco Central do país e pelas negociações com o FMI, levou demais moedas emergentes a se fortalecerem frente a divisa americana também. Assim, o real fechou com leve valorização, deixando o câmbio em R$ 4,14/US$. As taxas de juros, que recuavam pela manhã, acabaram fechando de lado, também influenciadas pelo alívio no ambiente externo.