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Resenha Econômica

Quarta-feira, 01 de agosto de 2018

Quarta-feira com predomínio de resultados negativos entre os principais mercados mundiais. Na Ásia, o movimento das bolsas foi misto. A bolsa japonesa fechou o pregão no positivo, se apoiando na desvalorização do iene, enquanto a chinesa caia, influenciada por indicadores mais fracos da indústria no país e por rumores sobre uma possível nova tarifa americana. Essa preocupação levou o cobre a encerrar o dia no território negativo, uma vez que a China é o maior consumidor de metais básicos do mundo. O petróleo também recuou, fruto do aumento dos estoques de óleo nos Estados Unidos e de notícia que indica um aumento na produção da commodity pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Na Europa, pesou sobre os mercados a possível nova rodada de tarifas entre Pequim e Washington, além da expectativa dos investidores quanto à decisão de política monetária do Fed (Banco Central americano), levando as bolsas a caírem.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o S&P500 fechavam em queda, enquanto o Nasdaq subia, influenciado pela disparada das ações da Apple. O resultado negativo dos demais é reflexo de uma possível nova tarifa americana sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o que trouxe de volta as preocupações sobre o comércio internacional. Em relação ao mercado de títulos da dívida americana, os juros curtos caíram, com o mercado esperando o pronunciamento de Trump a respeito dessa possível nova tarifa, enquanto os longos avançavam. Já o dólar não sofreu grandes alterações em resposta à decisão do Fed de manter inalteradas as taxas de juros.

No Brasil, o dia não trouxe grandes notícias, garantindo à bolsa uma leve alta de 0,10%. O resultado positivo das ações de empresas do setor financeiro e a expectativa positiva do mercado frente ao balanço da Petrobras impulsionaram a bolsa nesta quarta-feira. Com o reforço do sinal de gradualismo na elevação dos juros pelo Fed, o câmbio sofreu apenas uma leve valorização, encerrando o pregão cotado a R$ 3,75/US$. Quanto aos juros, enquanto as taxas de longo prazo avançavam, as de curto prazo encerravam em baixa, com os investidores esperando a opção pela manutenção da taxa básica em 6,5% por parte do Copom (Comitê de Política Monetária), o que de fato ocorreu.