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Resenha Econômica

Segunda-feira, 06 de agosto de 2018

Segunda-feira de resultados mistos entre as principais bolsas de valores. Na Ásia, os mercados acionários não apresentaram movimentos únicos, com a bolsa chinesa fechando no valor mais baixo desde 2016 em meio a renovadas preocupações em torno da relação comercial entre o país asiático e os Estados Unidos. O ambiente externo mais tenso acabou afetando o desempenho das commodities, com o cobre fechando em queda, uma vez que a China é o maior consumidor de metais básicos do mundo, enquanto o petróleo subia, refletindo relatos de uma menor produção do óleo na Arábia Saudita além da restauração das sanções econômicas americanas sobre o Irã, o que se acredita que irá afetar as exportações da commodity do país. Na Europa, a divulgação de indicadores econômicos desfavoráveis à economia alemã e as preocupações em relação ao comércio internacional levaram as bolsas da região ao território negativo.

Nos Estados Unidos, a visão de que a economia americana está em um ritmo forte de crescimento se aliou às renovadas tensões comerciais com a China depois da troca de ameaças e provocações no fim de semana, levando o dólar a apresentar forte alta em relação às demais moedas fortes e de países emergentes. Outra consequência foi a redução dos rendimentos dos títulos da dívida pública americana, com a migração do investidor para ativos menos arriscados. No entanto, apesar deste sentimento, os índices das bolsas de Nova York avançaram nesta segunda-feira, apoiados no desempenho dos papéis de empresas de tecnologia.

No Brasil, a percepção do mercado de que as chances do candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aumentaram na corrida eleitoral acabou, em conjunto de uma valorização dos países de empresas estatais ligadas às commodities, amenizando a queda da bolsa nesta segunda-feira, limitando a baixa a 0,47%. A maior animação do mercado com a candidatura do ex-governador de São Paulo não foi suficiente para conter a desvalorização da taxa de câmbio, com o dólar se fortalecendo frente ao real e fechando cotado a R$ 3,74/US$. Já no mercado de títulos, as taxas de juros pouco se mexeram, enquanto os investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária, o primeiro debate dos presidenciáveis na TV e a divulgação do IPCA de julho.