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Resenha Econômica

Terça-feira, 21 de agosto de 2018

Otimismo no exterior contrasta com preocupação dos investidores domésticos nesta terça-feira. Na Ásia, as bolsas subiram nesta terça-feira, impulsionadas pela ansiedade dos investidores quanto à reunião entre os Estados Unidos e a China, que irá ocorrer amanhã, onde dialogarão sobre as relações comerciais entre as duas nações. Entre as commodities, o cobre se aproveitou da desvalorização do dólar, fruto dos comentários de ontem do presidente dos EUA sobre a política monetária do país, para fechar em território positivo. Na mesma direção do metal, o petróleo avançou nesta terça-feira, enquanto os investidores monitoram o Irã e esperam por dados dos estoques de óleo estadunidense. Na Europa, os mercados reagiram positivamente a um possível atraso na imposição de tarifas de importação americanas sobre os automóveis da região, à exceção da bolsa de Londres, que fechou em queda em função de questões envolvendo a saída do Reino-Unido da União Europeia.

Nos Estados Unidos, o otimismo dos investidores, os quais esperam avanços nas negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo, levou-os a buscar ativos mais arriscados no mercado, levando os índices das bolsas americanas a encerrarem em alta e os rendimentos dos títulos da dívida americana a subirem. Já o dólar se manteve fraco frente outras moedas, refletindo os comentários de ontem do presidente, Donald Trump, sobre as decisões de política monetária do Fed (Banco Central americano).

No Brasil, a divulgação, ontem à noite, de pesquisa de intenção de votos pelo Ibope mostrou dificuldades de Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB e que é bem visto pelo mercado, de avançar frente aos demais, além de indicar com maior probabilidade um segundo turno entre Jair Bolsonaro e o candidato do PT. Esse cenário assustou os investidores, fazendo com que o Ibovespa fechasse com queda de 1,50% e com que o dólar encerrasse o dia cotado a R$ 4,05/US$, atingindo o maior patamar em 30 meses e levando à especulação pelo mercado sobre uma possível intervenção do Banco Central. Além disso, com o cenário eleitoral mais adverso e com forte desvalorização no câmbio, as taxas de juros longas, mais sensíveis ao cenário eleitoral, avançaram nesta terça-feira.