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Resenha Econômica

Quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Movimentos positivos predominam entre as principais praças mundiais nesta quarta-feira. Na Ásia, os investidores, esperando resultados positivos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, levaram a maioria das bolsas da região a encerrarem em alta. Esse otimismo se estendeu às demais commodities metálicas com exceção do cobre, que recuou. Já o petróleo respondeu à queda nos estoques de óleo nos Estados Unidos, fechando o pregão em território positivo. Na Europa, as bolsas subiram em função da reunião de hoje em Washington envolvendo as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Nos Estados Unidos, a confissão do advogado pessoal do presidente americano de ter efetuado pagamentos a duas mulheres que alegam ter tido casos extraconjugais com Donald Trump se misturou aos efeitos da ata do Fed (Banco Central americano) divulgada hoje, levando os índices das bolsas de Nova York a fecharem sem direção única. Na ata, os dirigentes concordaram que em breve a definição como acomodatícia da política monetária do país será retirada dos comunicados, o que acabou levando as taxas de juros dos títulos da dívida americana a recuarem. Já para o câmbio, as notícias resultaram em um movimento de desvalorização da moeda americana frente demais moedas fortes e de países emergentes.

No Brasil, a valorização do dólar desde o início do ano levou investidores estrangeiros a procurar papéis de empresas subvalorizadas na bolsa, gerando um resultado positivo para o Ibovespa (+2,29%) apesar das incertezas envolvendo o cenário eleitoral. Em pesquisa de intenções de voto divulgada hoje pelo Datafolha, o ex-presidente Lula se manteve à frente dos demais candidatos, seguido por Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL. Esse cenário levou o câmbio a se desvalorizar mais uma vez frente ao dólar, o qual fechou cotado a R$ 4,06/US$. As taxas de juros, por sua vez, acabaram recuando, depois da divulgação da ata do Fed que resultou na valorização de moedas de países emergentes e que diminuiu a desvalorização do câmbio brasileiro frente a divisa americana.