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Resenha Econômica

Quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Movimentos negativos do resto do mundo contrastam com o movimento das bolsas asiáticas nesta quinta-feira. Na Ásia, apesar da troca de novas tarifas entre os Estados Unidos e a China, quase todas as bolsas asiáticas encerraram o dia em terreno positivo, aguardando pela continuação das negociações entre os dois países nesta quinta-feira. Entre as commodities, o cobre fechou o dia no negativo, refletindo o movimento de valorização do dólar, o que encarece o metal para investidores que operam com outras moedas. Já o petróleo, por sua vez, sofreu um movimento de realização, uma devolução do avanço de 3,0% de ontem. Na Europa, em dia de divulgação da ata do BCE, os mercados recuaram, com os investidores preocupados com as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Nos Estados Unidos, os comentários de Donald Trump, presidente americano, ressaltando a complexidade das negociações comerciais, aliados à declaração de Wilbur Ross, secretário de comércio americano, o qual disse que o período de crescimento do país é um bom momento para se ter uma briga comercial, deixaram os investidores mais preocupados com o desenrolar das negociações comerciais do país. Em função dessa perspectiva negativa, os índices das bolsas recuaram, enquanto os juros dos títulos da dívida pública americana avançavam, no aguardo do pronunciamento do presidente do Fed (Banco Central americano) em Jackson Hole.

No Brasil, os investidores domésticos importaram o mal-estar exterior, o qual, em conjunto das incertezas no cenário político, acabou levando a bolsa a cair -1,65% nesta quinta-feira. Com o governo chinês recorrendo à Organização Mundial do Comércio em função das tarifas americanas, o dólar se fortaleceu frente moedas de países emergentes – o que inclui o real – e demais moedas fortes, desvalorizando mais uma vez o câmbio que fechou cotado a R$ 4,12/US$. A falta de um pronunciamento do Banco Central a respeito das altas recentes do dólar frente a moeda brasileira apenas agravou o enfraquecimento do real. Já as taxas de juros subiram, impactadas não só pela alta da divisa americana, mas também pelo cenário externo mais adverso.