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Resenha Econômica

Terça-feira, 28 de agosto de 2018

Movimentos mistos predominam entre os principais mercados nesta terça-feira. Na Ásia, as bolsas de valores foram impactadas positivamente pela alta dos índices das bolsas de valores de Nova York, as quais responderam ao acordo firmado entre o México e os Estados Unidos. Em meio às commodities, o cobre encerrou o dia no positivo, influenciado pela visão dos investidores da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e China e por sinais de recuo na oferta do metal. Já o petróleo encerrou a terça-feira em território negativo, respondendo a uma maior oferta da commodity, enquanto investidores aguardam os dados de estoque da commodity que serão divulgados pelo Departamento de Energia americano essa semana. Na Europa, os mercados não se moveram em direção única, refletindo certo alívio nas tensões comerciais globais e preocupações envolvendo as contas públicas italianas.

Nos Estados Unidos, a divulgação de documento pelo Banco Central do país (Fed), mostrando o voto de dois dirigentes de distritais da instituição em favor da continuidade do gradualismo na elevação das taxas de juros no país, levou os juros dos títulos da dívida pública americana a avançarem e os índices das bolsas de Nova York a fecharem em território positivo. Já o dólar se valorizou frente moedas de países emergentes em função do recuo do otimismo frente ao acordo do país com o México e de ponderações quanto à adesão do Canadá nas negociações comerciais entre os dois países.

No Brasil, o ambiente externo desfavorável para economias emergentes e o cenário interno de incerteza eleitoral pesaram sobre a bolsa, levando o Ibovespa a um resultado negativo (-0,59%.) nesta terça-feira. O câmbio brasileiro foi o mais afetado por estes fatores, com o dólar atingindo a segunda cotação mais elevada desde o início do Plano Real (R$ 4,14/US$), em função da permanência de preocupações dos investidores quanto a um possível contágio de economias emergentes dos problemas financeiros enfrentados pela Turquia e pela Argentina. As taxas de juros também não passaram ilesa