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Resenha Econômica

Quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Quarta-feira de alta entre as principais bolsas de valores do mundo. Na Ásia, a chegada da ministra de Relações Exteriores do Canadá em Washington para retomar discussões sobe como reformular o acordo comercial entre o seu país, o México e os Estados Unidos acabou levando as bolsas da região a fechar majoritariamente em alta. Sobre as commodities, o cobre encerrou o pregão em território positivo, refletindo dados que mostram a força do crescimento econômico nos EUA e a ausência de acordo comercial entre este país e a China. O petróleo seguiu na mesma direção do metal, impulsionado pelo recuo dos estoques da commodity e pela queda no volume estocado de gasolina e destilados na maior economia do mundo. Na Europa, além do possível acordo trilateral entre os países da América do Norte, questões envolvendo a saída do Reino Unido da União Europeia e o orçamento na Itália afetaram os mercados, os quais fecharam sem direção única nesta quarta-feira.

Nos Estados Unidos, predominou um apetite ao risco por parte dos investidores em função de perspectivas positivas de representantes do México e do Canadá em Washington a respeito das negociações comerciais e da revisão do PIB do segundo trimestre da economia americana para cima. Assim, os índices das bolsas de Nova York conseguiram se sustentar em território positivo, enquanto os juros dos títulos da dívida pública americana avançavam e o dólar se fortalecia frente a moedas de economias emergentes.

No Brasil, o Ibovespa aproveitou os resultados positivos das bolsas no exterior para avançar 1,18% nesta quarta-feira. Contribuiu para este resultado a alta do petróleo no exterior, o que acabou valorizando os papéis da Petrobras, em um dia de noticiário interno fraco. A ausência de notícias relevantes a respeito do cenário eleitoral e a redução da preocupação dos investidores com o cenário externo garantiu um movimento de valorização ao real frente ao dólar, deixando a divisa americana cotada a R$ 4,11/US$. No entanto, pressões da incerteza em relação ao cenário eleitoral permaneceram presentes tanto no câmbio quanto nas taxas de juros, as quais mostraram leve recuo em função do câmbio.