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Resenha Econômica

Quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Mercados acionários encerram a quinta-feira majoritariamente em queda. Na Ásia, os avanços nas negociações comerciais dos Estados Unidos na América do Norte se contrapôs a falta de boas notícias recentes envolvendo as relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo (EUA e China), resultando num movimento de queda generalizada entre as bolsas da região. Entre as commodities, a valorização do dólar frente divisas de economias emergentes e de outras desenvolvidas acabou aumentando o preço do cobre para aqueles investidores que operam com outras moedas, fazendo com que o metal encerasse o dia em queda. Em movimento oposto, o petróleo encerrou o dia no positivo, ainda refletindo um recuo acima do esperado nos estoques de óleo nos Estados Unidos, o que sugeriu aos analistas um avanço na demanda pela commodity. Na Europa, os investidores mostraram menor apetite ao risco, preocupados com os mercados emergentes, em função de um possível contágio destes pela crise na Turquia, e no aguardo do desenrolar de um possível acordo trilateral entre os países norte-americanos, o que levou as bolsas a caírem.

Nos Estados Unidos, preocupações com as relações comerciais globais e com países emergentes levou os investidores a buscarem maior segurança não só em títulos da dívida pública americana, o que diminuiu os rendimentos destes, mas também no dólar, o qual se valorizou frente diversas moedas, principalmente de países em desenvolvimento. O agravamento da situação financeira argentina, cujo Banco Central decidiu elevar a taxa de juros de 40% para 60% como uma maneira de tentar conter a forte desvalorização da moeda hoje, intensificou as preocupações dos investidores sobre uma possível transmissão destes problemas a outras economias emergentes, causando o recuo dos índices das bolsas de Nova York em função de uma procura por ativos mais seguros no mercado.

No Brasil, esse sentimento de aversão ao risco mais uma vez se aliou à presença de elevada incerteza política, não só prejudicando o desempenho da bolsa nesta quinta-feira, a qual caiu 2,53%, mas também causando forte desvalorização do real frente ao dólar durante o dia, o que levou o Banco Central a atuar de maneira a conter esta oscilação. Assim, a divisa dos EUA fechou cotada a R$ 4,15/US$, enquanto as taxas de juros avançavam, principalmente em função do enfraquecimento do real.