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Resenha Econômica

Sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Resultados mistos predominam entre as principais bolsas de valores nesta sexta-feira. Na Ásia, os mercados acionários fecharam o dia em território negativo, refletindo a possibilidade de novas tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos chineses, o que agravaria ainda mais as negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Os possíveis efeitos negativos que tal medida traria ao comércio mundial e, consequentemente, à demanda pelas commodities prejudicou o desempenho do petróleo e do cobre, superando os efeitos positivos que os dados econômicos chineses acima do esperado geraram no humor dos investidores. Na Europa, as bolsas foram pressionadas não só pelas desavenças entre Washington e Pequim, mas também pela ausência de um acordo envolvendo o Canadá e demais países da América do Norte, garantindo resultados negativos aos mercados da região.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York fecharam o pregão sem direção única. O sentimento de cautela frente às relações comercias do país com a China e o Canadá, fruto de possíveis novas tarifas contra o país asiático e da falta de avanços nas negociações comerciais com o país norte-americano, se aliou ao sentimento de aversão a economias emergentes, impactando negativamente sobre os resultados desta sexta-feira. O consequente movimento de busca por segurança acabou reduzindo os juros dos títulos da dívida americana. No entanto, a reafirmação do Fundo Monetário Internacional de seu compromisso com a Argentina, país atualmente em crise, amenizou as preocupações com as demais economias em desenvolvimento, levando o dólar a enfraquecer frente moedas destas economias depois das altas dos últimos dias.

No Brasil, o Ibovespa aproveitou o leve enfraquecimento da aversão ao risco do mercado para fechar com alta de 0,86%. Apesar da bolsa ter monitorado a aprovação do registro de candidatura de Geraldo Alckmin no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), esta notícia não gerou movimentos significativos, com o investidor mantendo o foco no julgamento da validez do registro de candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República pela mesma instituição, o qual esperavam que fosse rejeitado. Quanto ao câmbio, este se valorizou não só pelo anúncio do FMI sobre a Argentina, mas também pela perspectiva mais otimista dos investidores com cenário eleitoral, fazendo com que o dólar encerasse cotado a R$ 4,07/US$. Os mesmos efeitos acabaram causando o recuo das taxas de juros, as quais atingiram mínimas no médio e no longo prazo.