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Resenha Econômica

Sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sexta-feira de resultados mistos entre as principais praças internacionais. Na Ásia, as bolsas da região apresentaram resultados mistos, com alguns mercados refletindo positivamente a possibilidade de maior gradualismo na elevação dos juros nos Estados Unidos enquanto outros, como a China, cediam em função das preocupações em torno das relações comerciais de países da região. Este sentimento se agravou depois de relatos de que o presidente americano, Donald Trump, teria autorizado novas tarifas sobre produtos chineses, o que acabou impactando negativamente o cobre, cujo maior comprador é a China. Um cenário semelhante levou o petróleo a fechar em queda, depois de declarações da Casa Branca, em Washington, sobre as consequências a países que não respeitassem as sanções dos EUA contra o Irã. Na Europa, porém, até o fim do pregão, o relato sobre a decisão do presidente americano em relação à China ainda não havia saído, de tal maneira que, em função do enfraquecimento da lira e do euro em relação ao dólar, as bolsas da região fecharam em território positivo.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York encerraram perto da estabilidade, respondendo também ao relato de que Donald Trump haveria consentido com a imposição de novas tarifas sobre US$ 200 milhões em mercadorias importadas da China, o que preocupou investidores quanto a uma possível intensificação das desavenças comerciais. Ademais, as negociações envolvendo o FMI e ajuda da instituição à Argentina mantiveram o dólar estável frente ao peso argentino, enquanto o pronunciamento de membros do Fed (Banco Central americano) levava os títulos da dívida pública americana a avançarem.

No Brasil, o Ibovespa conseguiu avançar 0,99% nesta sexta-feira, apesar da cautela dos investidores em relação ao cenário político se manter presente. O mercado, além de aguardar pela divulgação de pesquisa de intenção de votos hoje a noite do Datafolha, ainda espera por mais duas pesquisas na semana que vem e pela reunião do Comitê de Política Monetária, na qual a maioria dos agentes acredita que a instituição mantenha o atual patamar de taxa de juros (6,5% a.a.). Quanto ao câmbio, o dólar se enfraqueceu frente ao real, depois de atingir ontem seu maior valor frente à moeda brasileira desde o Plano Real. Com a divisa americana encerrando o dia cotada a R$ 4,17/US$, as taxas de juros recuaram, principalmente as longas.