Recife
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Resenha Econômica

Quarta-feira, 11 de julho de 2018

Quarta-feira de queda generalizada entre as principais praças internacionais. Na Ásia, os investidores se preocuparam ao ver o anúncio dos Estados Unidos de que planejam impor mais uma tarifa de importação sobre produtos chineses, o que acabou fazendo com que os mercados da região fechassem no negativo. A decisão de Donald Trump, presidente americano, acabou por impactar o resultado das commodities, levando o cobre e o petróleo a fecharem o pregão com forte queda, com este último sendo ainda afetado pela possível imposição de tarifas chinesas sobre o óleo americano. Na Europa, as bolsas de valores também não conseguiram escapar do movimento negativo dos demais mercados, fechando também em queda.

Nos Estados Unidos, os índices da bolsa de valores americana cairam. A decisão do governo americano de impor uma nova tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses pesou sobre o mercado, assim como o resultado negativo das commodities, principalmente do petróleo, afetando as projeções de inflação mais elevada do mercado. Dessa maneira, os juros dos títulos da dívida pública americana caíram, enquanto o dólar se fortalecia frente demais moedas. A moeda respondia à aprovação de medida no Senado que dá a palavra final sobre imposição de nova tarifas ao Congresso, a qual foi adotada para tentar impedir a aprovação de novas tarifas pelo presidente americano.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento das demais bolsas no exterior, caindo 0,62% nesta segunda-feira. O resultado só não foi pior, pois os papéis de instituições financeiras subiram, assim como os da Eletrobras, refletindo a expectativa otimista do mercado em relação à privatização da estatal. Outro impactado pela decisão de Trump foi o real, que se desvalorizou frente ao dólar 1,91%, com a divisa americana fechando cotada a R$ 3,88/US$. Quanto às taxas de juros, estas fecharam em alta, seguindo o movimento do câmbio.