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Resenha Econômica

Sexta-feira, 29 de junho de 2018

Sexta-feira positiva para os principais mercados acionários ao redor do globo. Na Ásia, as bolsas de valores aproveitaram a sexta-feira para se recuperar das quedas recentes, depois que Pequim anunciou ontem medidas para reduzir restrições a investimentos externos em alguns setores, como o bancário. Em meio às commodities, o cobre, esperando pela divulgação de dados sobre a atividade econômica na China, fechou no negativo. Quanto ao petróleo, este fechou em alta, respondendo à queda no número de refinarias em atividade nos Estados Unidos, assim como à declaração do Ministério de Petróleo indiano sobre os possíveis efeitos das sanções americanas sobre o Irã para as refinarias locais. Na Europa, os mercados acionários apresentaram alta, depois que os países membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre os imigrantes no bloco econômico.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York encerraram em território positivo, refletindo o tom mais ameno de um dos assessores econômicos do governo Trump, Steve Mnuchin, sobre a posição dos Estados Unidos frente às disputas comerciais com os outros países, o que diminuiu a preocupação dos investidores sobre o assunto. Ademais, o comentário do presidente americano, Donald Trump, de que estaria trabalhando com uma nova versão da reforma tributária no país animou o mercado que buscou ativos mais arriscados. Como um reflexo destas notícias, os juros dos títulos da dívida pública americana avançaram, enquanto o dólar se valorizava frente demais moedas.

No Brasil, o Ibovespa foi impulsionado pela alta das bolsas nos Estados Unidos, assim como pela alta do petróleo no exterior, o que levou o índice a fechar com alta de 1,39%. Também contribuiu para a alta a visão do mercado de que o registro da candidatura do ex-presidente Lula à presidência junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se torna cada vez mais remota. Quanto ao real, este se desvalorizou frente ao dólar nesta sexta-feira, fechando cotado a R$ 3,88/US$, seguindo o movimento de desvalorização das moedas dos países emergentes em relação à divisa americana e refletindo a cautela dos investidores frente possíveis anúncios de atuação do Banco Central. No mercado de títulos, as taxas de juros de curto prazo fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas longas encerravam com forte queda, refletindo a mensagem do Relatório de Inflação do Banco Central.