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Resenha Econômica

Terça-feira, 03 de julho de 2018

Predomínio de movimentos de alta entre as principais praças mundiais nesta terça-feira. Na Ásia, os mercados acionários fecharam sem direção única, embalados pelos comentários do presidente do Banco Central chinês de que pretende manter o yuan estável e pelo monitoramento das tensões comerciais globais. Em meio às commodities, a divulgação de novos dados que mostram a diminuição da atividade na economia chinesa resultou na queda do cobre, dada a importância da parcela chinesa na demanda global pelos metais básicos. Quanto ao petróleo, este deixou de lado os rumores do mercado, decidindo se pautar nos dados que projetam uma queda na produção americana, levando o cobre a fechar em alta. Na Europa, o fato de a governanta alemã, Angela Merkel, ter conseguido chegar a um acordo sobre a imigração ilegal de estrangeiros com o seu ministro do interior aliviou os investidores, que viram as bolsas apresentarem resultados positivos.

Nos Estados Unidos, o dia que começou positivo se encerrou em queda, depois da decisão do tribunal chinês em bloquear as vendas de produtos de uma empresa americana de tecnologia na China, o que acabou servindo de exemplo sobre o que pode acontecer com demais empresas caso ocorra um agravamento das tensões comerciais, levando os índices das bolsas de Nova York a encerrarem em território negativo. A busca por segurança levou os rendimentos dos títulos da dívida pública americana a subirem, enquanto o dólar se enfraquecia em um dia de realização de lucros.

No Brasil, o Ibovespa se apoiou no movimento positivo das bolsas de valores no exterior, refletindo também o acordo firmado na Alemanha e o comentário do presidente americano de ontem de que não pretende sair da OMC (Organização Mundial do Comércio). A alta da bolsa acabou sendo limitada pela decisão do tribunal chinês, mas ainda assim foi da ordem de 1,14%. Quanto ao câmbio, o real se valorizou frente ao dólar (0,36%, fechando cotado a R$ 3,90/US$), em linha com o movimento de demais moedas em um dia de realização de lucros no mercado de câmbio, dada a alta da divisa americana ontem. Esse movimento se repetiu nos juros, com o mercado realizando lucros nesta tarde, gerando uma alta nas taxas dos títulos brasileiros.