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Resenha Econômica

Sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Movimentos positivos dominam o mercado nesta sexta-feira. Na Ásia, as bolsas de valores terminaram o dia em alta, apoiadas no desempenho positivo dos índices das bolsas de Nova York ontem. Entre as commodities, o cobre encerrou o pregão em terreno positivo, impulsionado pela perspectiva de que a demanda pelo metal se mantém forte em meio a alívios nas tensões comerciais globais. Evoluindo na mesma direção, o petróleo foi impulsionado pela diminuição do número de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos nesta última semana, conforme apontou divulgação da Baker Hughes. Na Europa, as bolsas de valores também avançaram, influenciadas pela percepção de uma possibilidade de aproximação entre Washington e Pequim frente às relações comerciais.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York apresentaram resultados mistos, com o Nasdaq e o S&P 500 sendo pressionados pela queda dos papéis de empresas de tecnologia, enquanto o Dow Jones encerrava o pregão com leve alta. Em meio a estimativas de que os efeitos das tarifas sobre importações chinesas devem afetar o desempenho da economia americana de maneira significativa só daqui a 3 – 6 meses, a expectativa dos investidores de que o Fed (Banco Central americano) venha a elevar a taxa de juros do país em sua reunião na quarta fez com que os rendimentos dos títulos da dívida pública americana avançassem. Já o dólar se valorizou frente outras moedas fortes, com a principal exceção sendo o peso argentino que se fortaleceu frente à divisa americana.

No Brasil, o investidor estrangeiro aproveitou o alívio nas tensões comerciais no exterior para voltar a ingressar de maneira mais significativa no país, o que levou o Ibovespa a encerrar com alta de 1,70%. No cenário interno, a divulgação de um vídeo no qual o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, afirma acreditar que terá alta do hospital até o fim do mês, contribuiu também para o resultado positivo da bolsa. O fluxo de capital estrangeiro no país também causou o fortalecimento do real frente à divisa americana, a qual acabou cotada a R$ 4,05/US$. Quanto às taxas de juros, a divulgação do IPCA-15 abaixo das expectativas do mercado fez com que as taxas curtas caíssem, assim como as taxas longas, que respondiam a um cenário externo mais benigno e à valorização do real.