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Resenha Econômica

Segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Resultados negativos dominam o mercado nesta segunda-feira. Na Ásia, as principais bolsas da região não abriram em função do feriado, enquanto as que abriram encerravam o dia em queda, dada a perspectiva negativa para a resolução das desavenças comerciais entre Estados Unidos e China. Entre as commodities, esse cenário externo negativo pesou sobre a cotação do cobre, que encerrou o dia em queda, se contrapondo ao forte movimento de alta do petróleo, o qual atingiu US$ 81,0 por barril. O óleo foi influenciado pela decisão de grandes produtores da commodity que, em reunião, decidiram não elevar a produção de petróleo, mantendo os patamares de oferta previamente acordados na reunião de junho. Na Europa, além de pesar o ambiente externo mais tenso, questões envolvendo o orçamento do governo italiano e a saída do Reino Unido da União Europeia pressionaram as bolsas locais, as quais acabaram recuando.

Nos Estados Unidos, as bolsas de valores apresentaram movimentos mistos, respondendo a uma possível demissão do vice-procurador-geral do país e à entrada em vigor tanto das tarifas americanas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses quanto das tarifas retaliatórias do país asiático sobre US$ 60 bilhões em produtos chineses. Além disso, a espera pela decisão do Fed (Banco Central americano), do qual se espera uma elevação das taxas de juros na quarta, deixou os rendimentos dos títulos públicos americanos de curto prazo estáveis, enquanto os longos avançavam. O dólar, por sua vez, se valorizou frente demais moedas, principalmente de emergentes, em meio a preocupações com o cenário externo.

No Brasil, o Ibovespa cedeu ao cenário externo mais adverso e às preocupações em torno das eleições, encerrando o dia em terreno negativo com queda de 1,84%. A cautela dos investidores quanto à pesquisa de intenção de votos, que seria divulgada após o fim do pregão, levou o mercado a não assumir posições arriscadas, preocupados com a alta rejeição de Jair Bolsonaro entre os votantes e com uma possível estagnação do candidato em meio a um avanço de Fernando Haddad. Sobre o câmbio, o real também foi impactado pelos mesmos fatores que a bolsa, devolvendo parte da queda de sexta passada enquanto fechava cotado a R$ 4,09/US$. Em relação às taxas de juros, além destes fatores, a piora das projeções de inflação no Focus (pesquisa de expectativa de mercado do Banco Central) levou as taxas a avançarem nesta segunda-feira, devolvendo parte da queda de sexta-feira passada.