Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Quarta-feira, 20 de junho de 2018

Quarta-feira de resultados mistos entre grande parte das bolsas de valores. Na Ásia, os mercados conseguiram reverter parte da queda de ontem causada pela escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A alta foi impulsionada pelo movimento dos papéis de startups e pela desvalorização de algumas moedas, o que beneficiou empresas exportadoras. Essa recuperação das bolsas asiáticas não aconteceu para o cobre, com o metal mantendo o movimento de queda visto ontem e o petróleo fechando sem direção única, influenciado pela divulgação do DoE (Departamento de Energia americano), que mostrou queda nos estoques da commodity nos Estados Unidos, e pelas expectativas dos investidores quanto à reunião da OPEP. Na Europa, a maioria das bolsas fechou em território positivo, refletindo o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e a imposição de tarifas pela União Europeia sobre US$ 3,2 bilhões em produtos dos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York apresentaram resultados mistos, com o Nasdaq fechando em máxima histórica, devido a uma melhor perspectiva para o acordo de imigração, enquanto que o Dow Jones encerrava o dia com queda. Ademais, a Casa Branca anunciou que estaria trabalhando em acordos comerciais, aliviando um pouco as tensões em torno de uma guerra comercial, o que levou os rendimentos dos títulos da dívida pública americana a subirem e o dólar a se valorizar frente demais moedas.

No Brasil, o Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,02%, enquanto o mercado esperava a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa de juros, acreditado na maior possibilidade da manutenção da Selic no patamar de 6,5% a.a. Com isso em mente, os juros dos títulos de curto prazo fecharam quase estáveis, enquanto as taxas de longo prazo subiam, acompanhando o câmbio e as preocupações dos investidores com a possibilidade de o ex-presidente Lula ser solto em julgamento que ocorrerá no dia 26. Refletindo estes mesmos fatores, o dólar acabou se valorizando frente ao real, encerrando cotado a R$ 3,77, apesar de nova intervenção no mercado por parte do Banco Central.