Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Quinta-feira, 21 de junho de 2018

Predomínio de queda entre as principais praças internacionais. Na Ásia, as bolsas de valores fecharam sem direção única, com os investidores atentos a possíveis movimentos comerciais tanto dos Estados Unidos qaunto da China. Em relação às commodities, o petróleo encerrou o dia em território negativo depois que se tornou mais claro que o Irã seria o único impedimento para que o acordo de corte na produção do óleo entre países produtores do petróleo, que inclui membros da OPEP e países não membros, fosse flexibilizado, aumentando a oferta mundial da commodity. O movimento de baixa do barril acabou afetando o resultado do cobre, o qual fechou em baixa tendo sido ainda pressionado pelas tensões comerciais entre Pequim e Washington. Na Europa, os mercados fecharam em queda, com o aumento da percepção de instabilidade política devido a ascensão de parlamentares na Itália que seriam opostos ao uso do euro como moeda única.
Nos Estados Unidos, o aumento da preocupação dos investidores em relação ao comentário de Wilbur Ross, o qual disse que os EUA teriam mais força do que qualquer outro país para lhe dar com uma guerra comercial com a China, foi um dos responsáveis pela queda os índices das bolsas de Nova York. A bolsa também foi pressionada pela decisão da Suprema Corte de que as empresas varejistas online teriam de recolher impostos, assim como pela queda do barril do petróleo, levando os papéis de empresas do setor de energia a fecharem em território negativo. Como reflexo desses acontecimentos, os juros da dívida pública americana caíram e o dólar se desvalorizou frente demais moedas.
No Brasil, o Ibovespa fechou o pregão em forte queda (-2,84%), um reflexo do cenário externo ruim e do resultado do IPCA-15, o qual veio bem acima do teto das estimativas do mercado. Os investidores também ficaram decepcionados com o resultado de votações importantes na Câmara dos Deputados, como a cessão onerosa da Petrobras, o PL das distribuidoras da Eletrobras e o cadastro positivo para os bancos. No mercado de juros, após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) ter decidido manter a taxa de juros inalterada em 6,5% a.a., as taxas curtas apresentaram baixa, enquanto as taxas longas fechavam em alta, respondendo ao movimento do câmbio e ao risco do cenário externo e eleitoral. Em relação ao câmbio, o real se desvalorizou frente ao dólar em sessão volátil nesta quinta-feira, fechando cotado a R$ 3,77 depois de forte atuação do Banco Central para tentar amenizar o movimento.