Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Segunda-feira, 25 de junho de 2018

Movimento de queda predomina entre as principais praças internacionais. Na Ásia, os mercados acionários novamente responderam às tensões comerciais entre China e Estados Unidos, fechando em queda em meio a rumores de que o presidente americano estaria por anunciar a restrição de investimentos da China em empresas americanas ainda nesta semana. As novas ameaças de sanções também geraram impactos negativos sobre as commodities, levando o cobre a fechar o pregão com queda enquanto refletia ainda a valorização do dólar no exterior. O petróleo, que também encerrou o dia em território negativo, ainda refletiu a falta de clareza dos membros da OPEP quanto ao número exato de barris que irão entrar no mercado depois do acordo de aliviar os cortes na produção do óleo. Na Europa, a direção do movimento dos mercados não foi diferente do das bolsas asiáticas, sendo influenciados também pelas decisões comerciais americanas.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York, que apresentavam forte queda, tiveram seu resultado negativo suavizado depois da declaração do diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca de que os Estados Unidos não teriam planos de impor restrições a investimentos advindos de Pequim. Além disso, contribui para o movimento dos índices a queda do barril do petróleo no exterior. Refletindo a preocupação inicial quanto às relações comerciais dos EUA, os rendimentos dos títulos da dívida pública americana fecharam em queda, um reflexo da busca por segurança do investidor, enquanto o dólar se desvalorizava frente demais moedas fortes.

No Brasil, o Ibovespa conseguiu se distanciar do movimento das bolsas estrangeiras, fechando a segunda-feira com alta de 0,44%. Parte do impulso foi resultado da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de retirar da pauta o julgamento do pedido de liberdade do ex-presidente Lula, o que diminuiu o risco político na visão dos investidores. Ademais, a valorização das ações da Petrobras depois de um acordo para encerrar a ação coletiva contra a empresa nos Estados Unidos, assim como o movimento positivo dos papéis de instituições financeiras, contribuiu para o resultado positivo de hoje da bolsa. Quanto ao real, este apresentou leve valorização frente ao patamar de ontem (de R$ 3,78/US$ para R$ 3,77/US$), com a atuação do Banco Central diminuindo a volatilidade do câmbio nesta segunda-feira. Já os juros fecharam em queda, refletindo a desvalorização do dólar frente ao real no início do dia e a decisão do STF.