Vale do São Francisco
  • Acesse sua Conta

Resenha Econômica

Terça-feira, 26 de junho de 2018

Terça-feira de resultados mistos entre os principais mercados acionários. Na Ásia, mais uma vez as bolsas de valores caíram, impactadas pelas quedas de ontem dos índices das bolsas de Nova York que repercutiram novas preocupações em torno das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Em meio às commodities, nova troca de desavenças entre os dois países levou o dólar a se fortalecer frente demais moedas fortes, levando o cobre a fechar sem direção única. Em direção contrária, o petróleo fechou com forte alta depois de rumores de que os Estados Unidos estariam esperando que até novembro os países zerem suas importações de óleo do Irã. Na Europa, os mercados acionários encerraram o dia sem direção única, refletindo as incertezas nas relações comerciais entre países.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York tiveram um dia positivo, com os investidores aliviados depois da declaração do presidente americano, Donald Trump, que deixou a entender que os Estados Unidos não planejam inibir o investimento dos chineses no país, apoiando a alta do dólar frente demais moedas. Contribuiu para a alta dos mercados a valorização dos papéis do setor de energia, apoiados na alta do barril do petróleo. No entanto, o alívio não passou para os títulos da dívida pública americana, que viram suas taxas de juros diminuírem.

No Brasil, o índice Bovespa fechou em território positivo em seu terceiro dia consecutivo, subindo 0,64% nesta terça-feira. Os principais motivadores da alta foram os resultados positivos dos papéis da Vale e da Petrobras, com os dessa última repercutindo o desempenho do barril do petróleo nesta terça-feira. No mercado de juros, o fato de que o julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula só venha a ser julgado pelo STF depois do recesso do judiciário se aliou ao aumento do número de apostas de que a taxa Selic venha a se manter inalterada na próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária), depois que o mercado analisou a ata da reunião divulgada hoje, levando os juros a fecharem em queda. Quanto ao câmbio, este apresentou forte desvalorização, em linha com o fortalecimento do dólar frente demais moedas no exterior, o que levou a divisa americana a encerrar coatada a R$ 3,80/US$.