Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Quarta-feira, 27 de junho de 2018

Queda predomina entre as principais praças mundiais. Na Ásia, continuaram as preocupações em torno da tensão comercial entre Estados Unidos e China, garantindo mais um dia de queda para as bolsas da região. O reflexo deste sentimento sobre o cobre foi negativo, o qual fechou em queda devido à alta do dólar frente moedas de países emergentes e demais moedas fortes. Contrariando o metal, o petróleo fechou em alta, repercutindo a queda dos estoques do óleo nos EUA, divulgada pelo DoE (Departamento de energia americano), assim como o tom mais forte do presidente americano contra países importadores do óleo iraniano. Na Europa, os mercados fecharam em território positivo depois que os investidores por lá avaliaram um cenário de menor tensão comercial entre EUA e China.

Nos Estados Unidos, os índices das bolsas de Nova York fecharam em queda, com os investidores buscando segurança no dólar e em títulos da dívida pública americana, que viram suas taxas de juros diminuírem. A reprovação da lei de imigração no Congresso pesou sobre as ações das empresas de tecnologia, uma vez que estas possuem parte significativa de sua força de trabalho composta por imigrantes. Além disso, comentários do diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, sugerindo que pode vir a ocorrer um endurecimento das regras para investimento chinês no país deixou o mercado apreensivo, contribuindo para o resultado negativo.

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento negativo das bolsas americanas, encerrando o pregão com queda de 1,11%. O resultado negativo só não foi pior devido à alta do barril do petróleo que valorizou as ações da Petrobras. Quanto ao câmbio, o dólar renovou máximas sucessivas frente ao dólar nesta quarta-feira, apesar da atuação do Banco Central, fechando cotado a R$ 3,86/US$. O resultado é um reflexo do movimento de retirada de capital estrangeiro do país, assim como do cenário externo adverso. Em relação aos juros, as taxas fecharam com leve alta, impactadas pela desvalorização da moeda brasileira frente a divisa americana.