Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Segunda-feira, 18 de junho de 2018

Movimentos de queda predominam entre as principais praças mundiais nesta segunda-feira. Na Ásia, as bolsas de valores fecharam em queda, ainda impactadas pelas recentes trocas de tarifas de importação entre Estados Unidos e China, as quais já começam a penalizar papéis de empresas cujos setores serão afetados. O possível impacto negativo dessas medidas protecionistas sobre a atividade econômica mundial penalizou o cobre que teve mais um dia de queda. Em movimento contrário, o petróleo fechou em alta, refletindo um relatório do banco Goldman Sachs, que vê o barril a US$ 80,00 ao final do ano, e a apreensão dos investidores frente à reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores do Petróleo) que irá ocorrer na sexta-feira. Na Europa, os mercados fecharam em queda, impactado pelas tensões comerciais, assim como pelo noticiário local.

Nos Estados Unidos, pesou sobre o mercado as palavras duras do secretário de estado americano, Mike Pompeo, sobre a China, comentando que está estaria engajada em uma economia predatória de furto de propriedade intelectual. Buscando segurança, os investidores compraram títulos da dívida pública americana, diminuindo os juros destes. O reflexo das tensões comerciais também gerou impactos sobre o dólar, que se valorizou frente demais moedas, mas se manteve estável frente ao euro e ao iene. Qaunto aos índices das bolsas de Nova York, estes apresentaram movimentos mistos, com o Dow Jones fechando em queda, enquanto o Nasdaq se manteve estável.

No Brasil, o Ibovespa teve mais um dia queda (1,33%), sua quarta consecutiva, embalado pela falta de perspectiva doméstica e pelo movimento das bolsas no exterior. A proximidade da reunião do Copom, assim como a possibilidade, embora baixa, de que o presidente Lula venha a ser solto também gerou cautela no mercado. Qaunto aos juros, as taxas de curto prazo e de longo prazo encerraram o pregão em queda, com o mercado reduzindo as apostas em uma nova alta na Selic na reunião do Copom em junho, o que impactou as taxas curtas, e seguindo o movimento do dólar ante o real, com impacto mais expressivos sobre as taxas longas. O movimento de aversão ao risco no exterior também acabou afetando o real, que se desvalorizou frente ao dólar, com a divisa fechando cotada a R$ 3,74/US$.