Vale do São Francisco
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Resenha Econômica

Terça-feira, 19 de junho de 2018

Movimentos negativos fora maioria entre as principais praças internacionais nesta terça-feira. Na Ásia, as bolsas tiveram forte queda, com a volta da possibilidade de estouro de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, refletindo anúncio feito ontem à noite pelo presidente americano, Donald Trump. A escalada das tensões comerciais penalizou o cobre e o petróleo, com este último ainda refletindo a cautela dos investidores frente à reunião da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) que vai ocorrer nesta sexta-feira. Na Europa, as ameaças e promessas entre Pequim e Washington levaram os investidores a buscarem ativos menos arriscados, o que levou os mercados por lá a fecharem em queda.

Nos Estados Unidos, os índices fecharam em território negativo, refletindo o anúncio de ontem à noite do presidente americano, no qual declarou ter ordenado que o Escritório do Representante Comercial identificasse US$ 200 bilhões em produtos chineses a serem tarifados em 10%. Como resposta, a China declarou que, no caso dessas tarifas serem impostas, os EUA estariam iniciando uma guerra comercial, o que levaria Pequim a adotar medidas abrangentes. A aversão ao risco que as declarações geraram levou os rendimentos dos títulos da dívida pública americana a caírem e o dólar a se fortalecer frente demais moedas. Parte do movimento de baixa foi amenizado pela declaração posterior do assessor de Donald Trump, que disse que Washington estaria ainda aberta a negociações com Pequim.

No Brasil, o Ibovespa se descolou do movimento negativo das bolsas estrangeiras, encerrando o pregão com alta de 2,26%, maior variação diária desde 14 de fevereiro. A redução das apostas do mercado em uma elevação da taxa de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) amanhã, assim como especulações de que as novas pesquisas de intenção de votos mostrarão um avanço dos candidatos de centro geraram o impulso necessário para a bolsa subir. Refletindo estes fatores, os juros dos títulos tiveram mais um dia de queda, com os juros longos refletindo a atuação do Tesouro Nacional com leilões de títulos. Já o real teve um dia tranquilo, se desvalorizando contra o dólar, mas não tanto quanto se esperava com a escalada das tensões no exterior. A divisa americana fechou cotada a R$ 3,75/US$.